domingo, 22 de novembro de 2009

THOR - Parte 147

- Thor Son of Asgard 7 a 9 (Outubro a Dezembro de 2004)

Histórias:
- "Enchanted: Part 1 a 3" - Escrita por Akira Yoshida e desenhada por Greg Tocchini
Amora e Brunhilda.

A revista mensal do Thor terminou, mas o personagem ainda seria lembrado em especiais e minisséries. Uma dessas séries, a interessante Filho de Asgard, que mostra a juventude do deus do trovão, continua e destaca a jovem Lady Sif. Além tratar de assuntos como o despertar do interesse amoroso em Thor, também vemos a juventude da feiticeira Encantor e da guerreira conhecida pelo nome de Brunhilda (personagem que seria conhecida no futuro como a super heroína Valquíria, intergrante do grupo Defensores). Um roteiro leve e descompromissado de Akira Yoshida somado aos desenhos impressionantes do brasileiro Greg Tocchini.

Sif, de temperamento forte, se sente marginalizada com a chegada das duas novas personagens. Amora (futuramente conhecida como Encantor) é tão vilanesca quanto Loki e não mede esforços para conquistar o amor de Thor. Brunhilda, uma excelente guerreira, acaba se tornando um desafeto de Sif por despertar a atenção devido ao seu talento em batalha.

Mas, curiosamente, o que mais afeta a jovem asgardiana de lindos cabelos negros... são justamente a cor de seus cabelos. Tanto Amora quanto Brunhilda são loiras, algo compreensível já que se tratam de deuses nórdicos, e Sif sente-se deslocada por ter cabelos negros. É claro que o ciúme (por Amora com Thor) e a inveja (Brunhilda como melhor aluna de combate corpo a corpo) acabam dando essa baixa estima distorcida a guerreira.

Entristecida, Sif acaba caindo na lábia de Loki e roubando o Espelho de Mysha, um objeto capaz de fazer com que aquele que é refletido se apaixone por quem o segure. A intenção, óbvia, é fazer com que Thor olhe para o espelho enquanto ela o segura. Mas tudo não passa de uma artimanha de Loki com Amora. Assim que consegue o espelho e corre para Thor, Sif é paralisada pela jovem feiticeira. Amora toma o espelho e o mostra a Thor, que cai de paixão pela vilanesca loirinha.

Arrasada, Sif agora é ajudada por seu outro desafeto, Brunhilda, que viu o desenrolar dos planos de Amora. Juntas, as guerreiras vão ao encontro da feiticeira e Loki e destroem o espelho encantado, fazendo com que Thor tome consciência de ter sido ludibriado por Amora. O problema é que ele também se lembra que Sif tinha a mesma intenção de encantá-lo e a julga por essa atitude.

A mãe de Thor, Frigga, convence Sif de desculpar-se com Thor (interessante como Frigga e Odin já tratam a jovem guerreira como uma "prometida" a seu filho). Sif procura Thor e, aparentemente, os dois se reconciliam... como bons amigos.
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sábado, 21 de novembro de 2009

THOR - Parte 146

- Thor 85 (Dezembro de 2004)

Histórias:

* "Ragnarok, Part The Last" - Escrita por Michael Avon Oeming e Daniel Berman, desenhada por Andrea Di Vito

O Fim.

Thor vai até Surtur e descobre que o demônio está ocupado forjando diversos martelos encantados já que, agora, tem a forja roubada por Loki. Dotando seus demônios com os martelos, Surtur cria um exército assassino que, de tanto ódio, atacam a si mesmos.

Diante da dantesca cena, e acompanhado pela cabeça de seu irmão, Loki, Thor pede a Surtur que reconstrua seu martelo. Desconfiado, o demônio reluta, já que isso dará poder para que o deus do trovão o ataque. No entanto, em uma atitude surpreendente, Thor não só promete não atacá-lo, como também oferece caminho livre para que ele possa destruir todo o reino dourado.

Surtur reconstrói o martelo encantado e Thor cumpre sua promessa. Permite que o demônio e seu exército cruzem as terras asgardianas e destruam todos os nativos restantes. Bill Raio Beta, que ajudava a combater o ataque, é retirado da batalha por Thor e devolvido ao espaço para que proteja seu povo. Thor explica a Bill que aquela é a gloriosa última batalha dos asgardianos... um fim digno de guerreiros e que, no entanto, o alienígena não merece acabar junto a uma cultura que não é a sua. Entristecido porém compreendendo as razões do amigo, Bill se despede de Thor.

Com os asgardianos mortos e o reino dourado destruído, Thor retorna a árvore da vida e vislumbra uma espécie de tear, onde um longo tecido traz cenas dos fatos até então. Por trás do tear, há um novelo que alimenta a fabricação desse tecido. E o novelo é alimentado com mais linha... vinda do alto desse mesmo tecido. Ou seja,o tecido é feito com a própria linha que é desembaraçada em sua outra ponta, em um cíclo interminável. Esse tear, que representa o tempo, traz a resposta que Thor procurava: cada destruíção é seguida por renovação... até o próximo ciclo de destruição... e assim por diante, em um ciclo que não tem fim.

Thor, munido do renovado martelo encantado, decide destruir o tear. Os deuses superiores que encontrou anteriormente entram em pânico diante do que ele está pra fazer, assim como o desesperado Loki. Thor não reluta e destrói o tear. O universo (dos asgardianos) então é engolido para dentro da árvore da vida, assim como ela própria é engolida para dentro de si mesma... até que não reste nada.

De fato, uma viagem surrealista dentro das páginas de Thor, trazendo o fim digno de um deus para um personagem clássico. Diferente das outras vezes, onde cancelamentos de uma revista tinham um planejamento de renovação do título, dessa vez a revista do Thor saía de circulação sem previsão de volta... nem mesmo do personagem. Restaram apenas algumas edições que mostrariam histórias do passado do personagem e... uma esperança! O último pensamento de Thor enquanto descansa em paz é que ele simplesmente fechará os olhos e seus pensamentos calarão. E, mesmo assim, diante do fim, o deus do trovão sabe que essa situação tem duração de um "por enquanto".

Por enquanto.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

THOR - Parte 145

- Thor 84 (Novembro de 2004)

Histórias:

* "Ragnarok, Part The Fifth" - Escrita por Michael Avon Oeming e Daniel Berman, desenhada por Andrea Di Vito

A Derrota de Loki.

Cego, Thor ainda passa por provações e adquire mais conhecimento e poder. Enforca-se da mesma forma que Odin quando se enforcou por nove dias e noites, sua alma vai parar no reino de Hela, a deusa da morte, mas é salvo pela de Odin, que o leva até uma espécie de Conselho de Deuses (algo como se fossem deuses dos deuses asgardianos). Mesmo com todos esses sacrifício, esse conselho trata Thor como se fosse um mero brinquedo e, irritando-se com essa postura, o deus do trovão utiliza os poderes das runas para voltar a Asgard.

Thor chega até os domínios do megalomaníaco Loki e derrota facilmente (e sozinho) seus exércitos. Ao conseguir botar as mãos em seu irmão, arranca-lhe a cabeça mas a mantém viva e consciente, apesar de pendurada em sua cintura. É uma espécie de castigo por todo mal que Loki causou. Durante muito tempo os dois estiveram ligados em uma infinidade de conflitos que só terminavam para iniciar de outra forma mais tarde. Esse longo percurso agora chegaria ao fim, com Thor carregando o contrariado irmão (ou melhor... a cabeça dele) para sua última jornada.

Continua...
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

THOR - Parte 144

- Thor 83 (Outubro de 2004)

Histórias:

* "Ragnarok, Part The Fourth" - Escrita por Michael Avon Oeming e Daniel Berman, desenhada por Andrea Di Vito

A Força Odin.

De fato, quando Bill Raio Beta, o alienígena que ganhou do próprio Odin poderes semelhantes ao de Thor, veio ajudar a derrotar as forças de Loki... ele não estava para brincadeira. Na fúria da batalha, Bill aniquila sem piedade o filho do vilão, o lobo Fenris, de uma vez por todas. E, agora que o que resta do reino dourado está sobre a proteção do alienígena, Thor consegue se recolher para tentar meditar sobre os últimos acontecimentos.

Todo o reino dourado destruído, a maioria de seus amigos e mesmo do povo asgardiano foi massacrado. Até mesmo o garotinho que Thor protegia (e praticamente adotou) encontra a morte nos campos de batalha. E é justamente uma aparição desse garotinho que interrompe a meditação do deus do trovão. Na verdade, o garoto revela que era a personificação da Força Odin, que abandonou Thor quando percebeu que ele poderia enlouquecer e se tornar um tirano no futuro.

O garoto-Força-Odin leva Thor até a árvore da vida, para que esse ofereça um sacrifício ao Poço de Mimir e adquira sabedoria para resolver a crise. Assim como seu pai, Odin, ofereceu um dos olhos para o Poço no passado, Thor também arranca-o de sua face e o joga em oferenda. Mas o Poço parece não se importar com um sacrifício apenas imitado ao de Odin. Ele quer mais. É então que Thor arranca seu outro olho e o Poço transborda com as águas da sabedoria.

Mesmo cego, o deus do trovão tem visões de seu passado, onde aparentemente encontra a resposta para o que está acontecendo. Respostas que mostram que diversas crises já se abateram sobre Asgard e sobre Thor. Momentos de dificuldade que parecem acontecer de tempos em tempos. Algo que só pode ser mudado com um sacrifício definitivo.

Continua...
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

THOR - Parte 143

- Thor 82 (Agosto de 2004)

Histórias:

* "Ragnarok, Part The Third" - Escrita por Michael Avon Oeming e Daniel Berman, desenhada por Andrea Di Vito

O fim dos Três Guerreiros.

Fandral, Hogum, Volstagg... Os Três Guerreiros sempre foram os melhores coadjuvantes das aventuras do Thor. O curioso é que eles poucas vezes tiveram uma história que fosse focada em suas participações, o que talvez deixasse cada uma de suas aparições tão especiais. Mas, infelizmente, aqui eles encontram seu fim...

Pelas palavras de Volstagg... Fandral, o mais galanteador dos guerreiros, teve seu rosto arrancado e Hogum, o mais severo do trio, teve seu coração trespassado. Sim, restou apenas o engraçado e volumoso Volstagg, que agora se tornou uma figura dramática e... bem... o único sinal de que um dia ele foi volumoso está em suas roupas agora extremamente folgadas, cobrindo seu quase esquelético corpo (algo que não é novidade, já que John Romita Jr mostrou isso no início da fase em que o escritor Dan Jurgens escreveu as histórias do deus do trovão).

Acuado pelos ataques de Loki que, com sua embarcação voadora, espalhava a morte por todo o reino dourado, Volstagg se escondeu assustado na devastada terra dos elfos. Em choque pelos tempos de terror que passou, vendo seus amigos sendo mortos e tendo que enterrar a maioria do povo que procurou proteger, o ex-volumoso guerreiro é encontrado por Thor que percorre o seu reino, encontrando morte e destruição por onde passa. Thor também leva o misterioso garoto que ajudou, aparentemente adotando-o.

O grupo chega até as terras das guerreiras valquírias, que estão sendo massacradas pelos exércitos de Loki. Thor, mais contando com seus poderes como deus do trovão do que com os de seu destroçado martelo, ainda consegue fazer a diferença a batalha. Lady Sif, que auxilia as valquíria, faz o que pode, agora com apenas um braço.

Mas, uma ajuda inesperada irá mudar os rumos dessa guerra, dando uma incrível vantagem aos asgardianos. É a chegada de Bill Raio Beta, o alienígena que ganhou poderes semelhantes aos de Thor e está de volta para enfrentar furiosamente os inimigos.

Continua...
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

THOR - Parte 142

- Thor 81 (Agosto de 2004)

Histórias:

* "Ragnarok, Part The Second" - Escrita por Michael Avon Oeming e Daniel Berman, desenhada por Andrea Di Vito

A morte de Balder.

Thor, Capitão América e Homem de Ferro encontram Asgard devastada e os asgardianos mortos. Para se ter idéia da extensão da devastação, Homem de Ferro fica curioso sobre pedaços de uma estranha substância que cai como fuligem da batalha. Tratam-se dos pedaços da ponte arco-íris que também foi destruída.

Após avistarem a dantesca imagem dos asgardianos massacrados, o trio encontra os vilões ainda a espreita de Thor. A batalha é feroz e os vingadores ajudam como podem (afinal, Capitão e Homem de Ferro são mortais e estão lutando com vilões que são divindades). Mas Thor, furioso e apenas com um cotoco de martelo, os enfrenta com a fúria de um guerreiro viking. Com os punhos, consegue dar conta de Loki e Fenris, o lobo, dando-lhes uma sova capaz de intimidá-los. Após a fuga dos vilões, os três destroem um dos martelos criados por Loki (Thor utilizando o seu cotoco de martelo e os seus amigos cada um usando os punhos de ferro de Ulik).

Encontrando os asgardianos sobreviventes, os três descobrem, além de um garoto assustado, o corpo de Balder, que foi morto no meio da batalha. Isso não é bom sinal, uma vez que a morte do Bravo significa a vinda do Ragnarok, o fim dos deuses nórdicos. Prevendo o desastre, Thor envia Capitão América e Homem de Ferro de volta a Terra, já que esse é um assunto de seu povo. Povo que é convocado para a última batalha a ser deflagrada no reino dourado.

Continua...
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domingo, 15 de novembro de 2009

THOR - Parte 141

- Thor 80 (Agosto de 2004)

Histórias:

* "Ragnarok, Part The First" - Escrita por Michael Avon Oeming e Daniel Berman, desenhada por Andrea Di Vito

Ragnarok. (de novo). E o fim da revista do Thor. (de novo, também).

A última saga apresentada na revista do Thor tenta dar um fim ao personagem, fazendo parte da reformulação planejada ao personagens do grupo Vingadores (dentro da Saga Vingadores - A Queda), do qual o deus do trovão fazia parte. No entanto, essa saga pode ser lida independente das apresentadas nas revistas de seus colegas de grupo. Mas chega a ser tão independente que ignora diversos detalhes da cronologia do personagem. A própria participação dele nos Vingadores é uma delas. Na última vez que foram visto juntos, Thor, Homem de Ferro e Capitão América terminaram uma amizade de décadas... algo que foi reatado aqui sem muita explicação ou pedido de desculpas.

O escritor Michael Avon Oeming, apesar do brilhante trabalho de adaptação do Ragnarok, espécie de fim do mundo para os deuses nórdicos, parece pouco se importar com uma pesquisa das histórias passadas do personagem, fazendo uma espécie de resumão sem apegar-se a detalhes. O resultado é uma história que agrada o leitor pouco acostumado com o personagem, sendo digno até mesmo de figurar em uma edição encadernada, mas que irritaria um seguidor puritano dos quadrinhos ou algum fanático asgardiano.

Um destaque para essa fase é a arte do desenhista italiano Andrea Di Vito (sim, dO italianO... não se engane pelo nome... não é uma garota). Além do capricho necessário para desenhar paisagens e personagens típicos de Asgard (uma vez que a história se passa toda naquele ambiente), as cenas que apresenta ficam realmente empolgantes e chocam quando o roteiro pede isso. A visão que ele dá para a cidade dos elfos de Asgard em muito lembra a da trilogia cinematográfica "Senhor dos Anéis", algo que o próprio Oeming pode ter influenciado, uma vez que a obra é uma das claras influências dessa saga.

Segundo a lenda, Loki a muito procura pela forja mágica responsável pela criação do martelo encantado de Thor. Após muitos anos em que os anões responsáveis pela criação da arma tentaram escondê-la, Loki finalmente consegue colocar as mãos no artefato e o resultado é o início do fim dos deuses. O vilão cria não um, mas vários martelos encantados, tão poderosos quanto o de Thor, e os dá para seu exército (formado por antigos inimigos do deus do trovão). Dotado de tal poder de ataque, Loki destrói todo o reino dourado e a força da guerra de martelos mata vários asgardianos. Uma das baixas de guerra é Lady Sif, que não é morta, mas tem um dos braços decepados na força da batalha.

Thor vê, horrorizado, o ataque cruel de seu irmão, que é auxiliado, entre outros, pelo troll Ulik e pelo deus lobo Fenris (filho de Loki que, ironicamente, chega a chamar Thor de "tio"). No meio da batalha, o martelo encantado de Thor é despedaçado e o deus do trovão conta apenas com sua experiência como guerreiro para enfrentar os inimigos. No desespero da luta, Thor se teleporta para a Terra, onde convoca seus amigos vingadores, Homem de Ferro e Capitão América, para ajudar.

Continua...
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

THOR - Parte 140

- Thor: Son of Asgard 1 a 6 (Maio a Setembro de 2004)

Histórias:

* "The Warriors Teen: Parts 1 a 6" - Escrita por Akira Yoshida e desenhada por Greg Tocchini

Filho de Asgard.

Pra quem está cansado do clima sombrio da fase escrita por Dan Jurgens, essa série é uma boa pedida. E, não, dessa vez não existe radicalizações surpresa como a feita por Garth Ennis. Na verdade, trata-se de um roteiro até simplório. Três jovens amigos saem pelo mundo em busca de artefatos e enfrentam perigos fantásticos, além de descobrirem um pouco mais um sobre o outro, aumentando ainda mais seus laços de amizade. Tudo isso com direito a um final onde os três são peças importantes para derrotar o misterioso vilão que os segue durante o percurso. Sim, parece história de Sessão da Tarde... mas funciona perfeitamente no que se propõe.

A equipe criativa da série não podia ser mais incomum: o escritor japonês Akira Yoshida e o desenhista brasileiro Greg Tocchini (nome artístico de Eduardo Gregório), conseguem dar um ritmo cinematográfico a aventura, que mais parece um storyboard para longa metragem juvenil.

Os jovens abordados são Thor, Lady Sif e Balder, seguidos sorrateiramente por um igualmente jovem Loki. Os três amigos, que mostram os primeiros sinais de bravura, são incumbidos pelo próprio Odin para capturar quatro elementos mágicos, que formarão a essência de uma nova e indestrutível espada. No meio do caminho enfrentam dragões, duendes de gelo, criaturas da areia e monstros de pedra, além de descobrirem suas próprias diferenças de personalidade.

Thor tenta se destacar como o principal protagonista da história, e é justamente essa "arrogância" abordada entre os três. Ele não age exatamente como um príncipe, mas como o filho do rei que, por esse motivo, se vê no direito de ditar ordens e decidir os rumos a serem seguidos. Lady Sif tenta se destacar como a mais cabeça quente do grupo, tentando desfazer a imagem de donzela indefesa apenas por ser mulher. Balder é o amigo sensato, mas quase ingênuo, que tenta dar certo equilíbrio a mistura. Loki, por sua vez, tenta atrapalhar a missão do trio, mas esbarra em um problema bem maior do que qualquer um que ele poderia inflingir.

Ao final da odisséia em busca dos artefatos, os amigos retornam a Asgard, apenas para descobrirem um violento ataque por parte da bruxa Karnilla. Sendo a verdadeira vilã da história, Karnilla é mostrada como sendo uma personagem extremamente cruel, a ponto de rivalizar com a experiência de Odin. Essa imagem a distancia da mulher apaixonada por Balder (quando adulto), mostrando a verdadeira face de sua maldade.

E por falar em Balder, é ele quem oferece a própria vida para salvar a de (quem diria) Loki. Atitude que desequilibra a bruxa e a faz desistir de seu ataque (ou um gancho para que ela nutra sentimentos que se definirão no futuro como uma paixão doentia pelo jovem guerreiro). Com os quatro elementos colhidos, um milagre "romantizado" no final que salva a vida de Thor (gravemente ferido durante a batalha) e direito a um final festivo, vemos a tal espada sendo entregue ao bravo Balder, por ensinar a todos que, apesar da coragem e força dos asgardianos, é a compaixão que deve guiar um guerreiro em momentos de impasse.
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domingo, 8 de novembro de 2009

THOR - Parte 139

- Thor 75 a 79 (Maio a Julho de 2004)

Histórias:

* "Realization" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "Challenge" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "The Reckoning" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "Slipstream" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "Letting Go" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton
Deuses e Homens. O Final do Reinado de Thor na Terra do Futuro e de Dan Jurgens como escritor do título.

Esse negócio de futuro alternativo, viagens no tempo e versões sombrias tendem a sempre terminar de uma forma meio clichê. Não é algo novo, obviamente. Mas o que diferencia cada uma das obras que abordam esses assuntos é a forma como elas são conduzidas. Trata-se de um cuidado mais aprimorado do começo, do meio e do fim da história. E cada uma dessas partes merece uma atenção muito especial do autor.

Para alguns, o escritor Dan Jurgens se alongou demais em contar uma história que já foi contada em bem menos números. Mas não se tratava da história, e sim do rumo que ele daria para a revista do Thor. Desse ponto de vista, pode-se computar o saldo positivo de ótimos "contos", quando os imaginamos isoladamente. E lá se foram seis anos do trabalho de Jurgens em um título.

É revelado que Lady Sif não morreu na queda de Asgard. Ela foi banida por Thor e tem auxiliado Magni, o filho do deus do trovão, secretamente nos últimos anos. Magni, por sua vez, fica horrizado em saber que Thialfi foi morto ao tentar assassinar seu pai e que os revoltosos, liderados pela filha da Feiticeira Escarlate, Kya, serão enforcados em praça pública. O enforcamento acontece, mas Magni tem uma visão do espírito de Kya, que o leva até o martelo encantado. O jovem, bem mais consciencioso que seu pai, é digno o suficiente da arma e consegue empunhá-la assim como Thor fazia no passado. O problema é que o ressurgimento de alguém digno a levantá-lo faz com que Desak, o Assassino de Deuses, ressucite com a missão de matar os asgardianos.

Magni questiona seu pai sobre suas ações e pede para que ele prove sua nobreza... levantando o martelo. Thor, claro, não quer ser arriscar a passar essa vergonha e tenta se valer da Força Odin para provar que seu filho está errado. É nesse momento que Desak chega a Nova Asgard aniquilando todos os asgardianos. E não há uma cabeça asgardiana que permaneça presa aos respectivos corpos, nem mesmo carne asgardiana que permaneça seus ossos! Desak massacra tudo que encontra pela frente. Hogum, o severo, um dos três guerreiros, personagem coadjuvante importantíssimo desde as primeiras histórias do personagem, tem sua cabeça decepada e jogada para Thor!

A situação piora ainda mais quando Loki decide ajudar e enviar a armadura do Destruidor contra o Assassino. Para tanto, ele a preenche com a alma de Tarene, a designada. Loki sabia que a jovem seria responsável pela evolução da humanidade e queria impedir isso. O que não sabia era que, no futuro, Tarene se responsável pela criação Desak. Ele vê, então, horrorizado o Desak ocupar a armadura de Destruidor.

Desak e a Designada aniquilam os asgardianos restantes, sobrando apenas Thor, Magni, Lady Sif e Encantor. Tarene consegue, então, convencer Thor de que aquela situação só chegou aquele ponto graças aos seus atos desde a queda de Asgard. É então que o deus do trovão, Senhor de Nova Asgard, se despede de seu filho e esposa (e de Sif) e utiliza o equipamento de viagem no tempo de Zarrko. Com isso, retorna ao dia em que Asgard seria derrubada em Nova Iorque, impede a tragédia e une a alma de Jake Olson (que, naquele momento, ainda estava vivo) a sua versão passada e descontrolada, dando-lhe um pouco de humanidade e consciência para medir seus atos futuros.

O Thor daquele futuro, que não mais acontecerá, desaparece. Mas as memórias desse tempo ainda estão na mente do atual Thor, para que ele não cometa os mesmos erros.
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sábado, 7 de novembro de 2009

THOR - Parte 138

- Thor 73 e 74 (Março e Abril de 2004)

Histórias:

* "The Betrayed" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "Forever Branded" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Roger Robinson

O atentado contra Thor.

A ofensiva da resistência tem seu auge nesse desfecho de O Reinado e o desenhista Roger Robins dá um curioso tom mais sombrio na última história do arco.

Thor sonha com o dia em que enfrentou os heróis remanescentes da Terra quando estes invadiram seu castelo (em 2020). Faziam parte do ataque heróis como Doutor Estranho, Capitão América, Wolverine (adivinhe quem foi responsável por mutilar o braço de Thor?), Hulk e Coisa. Mas o que mais traumatizou o Senhor de Midgard foi a morte de seus ex-companheiros, graças ao emprego de sua própria Força Odin. O pesadelo, cheio de detalhes, mais parece um novo mau presságio para Thor.

De fato, há o ataque do grupo liderado pela filha da Feiticeira Escarlate, que serve apenas como distração para que o velocista Thialfi tente assassinar Thor, uma vez que este está enfraquecido devido a poção que tomou para o Sono Sagrado (este descanso periódico era usado por Odin para recuperar suas forças).

Apesar de Thialfi ter a vantagem da ajuda mística de Kya em lacrar o quarto de Thor, Encantor, esposa do Senhor de Midgard, também é versada nas artes da magia e consegue permitir que um gigantesco lobo mate Thialfi antes que ele ataque.

Enquanto isso, Magni resgata sua amiga mortal de um campo de recondicionamento, onde os revoltosos sofrem lobotomia para apoiar Asgard.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

THOR - Parte 137

- Thor 72 (Fevereiro de 2004)

Histórias:
* "Paradise Lost" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

O lado negro de Thor.

Interessante ver o quanto Thor ficou parecido, fisicamente, com Odin; o quanto Magni, seu filho, ficou parecido com ele, tanto no caráter quanto fisicamente, e o quanto os dois vivem brigando pela impetuosidade do filho em se meter em assuntos mortais. Igualzinho quando Odin e Thor batiam boca sobre os relacionamentos com mortais.

Os temores de Thialfi se tornam realidade quando ele questiona Thor sobre seu braço amputado e sobre o martelo perdido. Thor deixa a amizade de lado e mostra-se pouco a vontade diante dos questionamentos, proibindo Thialfi de tocar novamente no assunto.

Para destrair o velocista, o Senhor da Terra envia-o junto com seu exército para conter uma revolta na Espanha. Mas, dentre os guerreiros, está outro personagem que começa a questionar sobre os rumos que o Reinado está tomando: Magni, o filho de Thor. Tal qual Thor e Odin no passado, Magni vive entrando em conflito com o próprio pai devido a sua admiração excessiva pelos mortais.

Na Espanha, sobre os olhares e semblantes boquiabertos de outros asgardianos, Magni contém a explosão de um homem-bomba com o próprio corpo... e sobrevive. O episódio, no entanto, o deixa pensativo a respeito do quanto de ódio os mortais podem ter pelos asgardianos, ao invés da convivência pacífica que até então ele imaginava ter.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

THOR - Parte 136

- Thor 71 (Janeiro de 2004)

Histórias:

* "Undertow" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

O lado negro do Reinado.

Até agora, Thor mostrou todas as melhorias que fez pelo mundo. Mas... se o mundo está tão perfeito, pelo que a resistência luta afinal?

Kya, filha da Feiticeira Escarlate e líder da resistência, sequestra Thialfi afim de lhe mostrar o outro lado do Reinado de Thor, uma vez que, originalmente, o velocista era um mortal que foi adotado por asgardianos.

Utilizando sua supervelocidade, Thialfi descobre que o mundo perfeito de Thor também tem seus excluídos. Da mesma forma que o mundo parece ter dado um salto para a melhoria, proporcionalmente as desigualdades também se tornaram mais acentuadas. Porém, de quem é a culpa afinal? Thor aparentemente ofereceu um mundo melhor, apesar de ser pelas suas regras, e os excluídos simplesmentes parecem não ter aceito, ficando a margem do novo sistema. Thor teria causado isso, tirando-lhes a liberdade para decidir o futuro? Ou foram eles que simplesmente se entregaram ao lado marginal por acreditarem em um sistema antigo, no qual a miséria e a pobreza prevaleciam... mesmo que menos acentuadas.

A prova irrefutável de Kya está no esconderijo da resistência, onde o antigo martelo encantado jaz ao lado do que foi o corpo de Jake Olson. Se Thor é tão digno de ter melhorado o mundo, porque ele não consegue mais levantar o martelo? Thialfi começa a questionar sobre as ações de seu soberano.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

THOR - Parte 135

- Thor 69 e 70 (Novembro e Dezembro de 2003)

Histórias:

* "Earth 2170" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

* "Paradise" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

Thialfi: de ida para o futuro.

Os saltos no tempo, recurso utilizado por Jurgens, continuam. Dessa vez, vislumbramos como está o mundo de Thor no ano 2170.

Quando Asgard foi derrubada sobre Nova Iorque, o asgardiano Thialfi tentava deter o vilão futurista Zarrko de saltar no tempo, sem saber que ele estava tentando se salvar de uma situação que já sabia que aconteceria e vinha tentando avisar desde sua chegada. Asgard desabou e, aparentemente, os dois também morreram.

Porém, Thialfi foi transportado pelo aparelho de viagem do tempo de Zarrko até o ano de 2170, onde pôde ver como o mundo mudou após as mudanças impostas por Thor. Acidentalmente associado a uma mortal que leva a vida roubando pequenos mercados, o asgardiano velocista acaba sendo capturado e levado a Nova Asgard, onde reencontra um Thor aparentemente mais idoso, sem um dos olhos e um dos braços (o que aconteceu para ele ficar assim é uma das brincadeiras dos saltos no tempo, que deixam o leitor imaginar o que ocorreu até ali).

Thor, reconhecendo o velho amigo que julgava estar morto (na já citada explosão de Asgard sobre Nova Iorque, onde, agora, ficamos sabendo que vitimou Lady Sif), leva-o por uma viagem pelo mundo mostrando como acabou de vez com os conflitos, a miséria e a fome. Para surpresa de Thialfi, ele também explica que para conseguir esse intento, foi preciso acabar com certas religiões, afim de que essas terminassem com os conflitos regionais.

Outra mudança mostrada ao leitor (e não a Thialfi) é o surgimento do que parece ser um novo Thor. Trata-se de Magni, filho do deus do trovão com Encantor, que se tornou adulto e empunha um martelo encantado e um visual muito parecido com o herói do "passado". Magni, mostrando ser um jovem rebelde, apesar de honroso (tal qual seu pai foi nos tempos de herói), logo faz amizade com a jovem delinquente acompanhante de Thialfi e revela, entre outras coisas, sua antipatia para com o chefe de segurança, seu tio Loki.

Nos bastidores da história, vemos um grupo de resistência liderado pela filha da Feiticeira Escarlate (aquele bebê que nasceu em 2020... como viveu tanto é um mistério...). Esse grupo detém o martelo encantado original, que Thor deixou de ser digno de empunhar quando matou Jake Olson.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

THOR - Parte 134

- Thor 68 (Novembro de 2003)

Histórias:

* "Earth 2020" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Scot Eaton

Scot Eaton.

Um dos méritos dessa fase de Thor é que, enquanto o texto (e o rumo dos acontecimentos) mostra que o personagem está agindo de forma errada, praticamente ditatorial, os diálogos chegam a convencer de que ele está certo. O que tira essa certeza é o clima sombrio que ronda as histórias.
Aqui, Jurgens também utiliza o recurso de salto no tempo, em relação a edição anterior, mostrando o que está acontecendo no futuro. Isso deixa as respostas do que aconteceu desde o último acontecimento a cargo da imaginação do leitor. Por exemplo. Vemos uma Feiticeira Escarlate grávida. Quem é o pai? Vemos Loki com o manto do Doutor Estranho. Como ele o conseguiu? Sabemos que Stark (o Homem de Ferro) resistiu e foi capturado. O que aconteceu afinal? E para cada uma dessas questões, devido ao clima sombrio, não se pode imaginar respostas com finais felizes.

E Scot Eaton se firma como desenhista oficial da série, fazendo um trabalho mais convencional, porém com competência necessária para os "rococós" asgardianos.

No ano de 2020, a Terra praticamente está dominada pelo reinado de Thor e dos Asgardianos. Loki é o chefe de segurança e agora fiel súdito de seu irmão. No lugar da destruída Nova Iorque, agora temos Nova Asgard, que mescla a arquitetura dos deuses aos arranhacéus da Terra.

Os que não são asgardianos, no entanto, vivem como se fossem rebeldes em fuga. A doutora Jane Foster, antigo interesse amoroso de Thor (desde o surgimento do personagem, na década de 60), é uma espécie de capitã dessa resistência e tenta esconder o nascimento do filho da heroína Feiticeira Escarlate. O motivo é que todo nascimento deve ser catalogado, supostamente para que o controle asgardiano seja mantido.

Jane, após ser descoberta, é levada a Nova Asgard e revê um sorridente Thor, que justifica suas ações como uma forma de evitar a tragédia de Nova Iorque no passado. Mesmo tendo uma audiência em particular, a médica não revela o paradeiro da misteriosa criança ao deus do trovão. Ele então a deixa aos cuidados de Loki e Encantor (esta última, agora sua esposa), para ser interrogada a forma asgardiana.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

THOR - Parte 133

- Thor: Vikings 1 a 5 (Setembro de 2003 a Janeiro de 2004)

Histórias:

* "Endless Ocean" - Escrita por Garth Ennis e desenhada por Glenn Fabry

* "Kingdom of Iron" - Escrita por Garth Ennis e desenhada por Glenn Fabry

* "Time Like a River" - Escrita por Garth Ennis e desenhada por Glenn Fabry

* "Fight the Good Fight" - Escrita por Garth Ennis e desenhada por Glenn Fabry

* "See You In Valhalla" - Escrita por Garth Ennis e desenhada por Glenn Fabry

Marvel Max.

Pois bem... para espantar um pouco este clima pesado que anda rondando as histórias de Thor, nada como uma minissérie trazendo o bom e velho deus do trovão, agindo como herói e em seu uniforme clássico. Diversão garantida, despretensiosa e inocente.

Tá...

O único senão é um escritor irlândes insano conhecido como Garth Ennis. Ele ficou famoso por apresentar histórias com um alto índice de violência gráfica, escatologia, palavrões, heresias e outros exageros que proibiríam terminantemente qualquer mãe de comprar quadrinhos pros seus filhinhos. No entanto, o grau de sangue e tripas nas histórias de Ennis é tão alto...que chega a ser engraçado. E, para comportar tamanha carga, o trabalho de Ennis com Thor foi publicado no selo Max da Marvel, criado para histórias adultas utilizando os personagens da casa (nem sempre seguindo a cronologia atual). E, para a arte dessa minissérie, Ennis, que sempre conta com um elenco de artistas que fazem parte de sua panelinha, tem a presença de Glenn Fabry, mais conhecido como capista das revistas que o escritor participa.

Tudo começa com um erro até risível. Após ver sua aldeia massacrada por vikings, um sábio os condena a velejar por séculos sem encontrar seu destino. Mas a maldição acontece meio que literalmente, os vikings realmente velejam por séculos... e não morrem! Seus corpos apodrecem com o tempo, mas ainda assim eles continuam cientes da situação. Até o dia que encontram uma certa (e moderna) Nova Iorque. Ainda no espírito de saquear e matar, os vikings, que acabam se tornando indestrutíveis pelo feitiço, dominam a cidade sem que nem mesmo os heróis do grupo Vingadores conseguem detê-los. Até mesmo Thor quebra vários ossos do próprio corpo ao tentar atingi-los.

Inesperadamente, para ajudar o deus do trovão, surge o herói místico Doutor Estranho. Nota: numa versão bem Garth Ennis, o Estranho aqui apresentado tem um grau de deboche que ofende mais do que qualquer espada viking na carne de um simples mortal. Para solucionar o problema, o mago supremo resgata do passado os descendentes do sábio do vilarejo: uma mulher truculenta que sonha em ser uma guerreira, um cavaleiro teutônico ensandecido e sanguinário e um aviador alemão da época da Segunda Grande Guerra (já que o sábio pertencia as terras que, no futuro, seriam a Alemanha).

Acompanhado do inusitado trio, Thor tem força para investir novamente contra o líder dos vikings. No entanto, não é uma batalha fácil, sobrando muitos ossos e sangue dos heróis pelo caminho. Até que Thor, com um soco, consegue mandar o líder viking para o espaço.

Aparentemente, acaba se tornando uma história bonitinha com final feliz. Surge uma grande ameaça, são feitas amizades em um grupo com integrantes que não tem nada em comum e eles, juntos, conseguem derrotar o vilão heróicamente (destaque para o aviador alemão, que age como um herói de cinema americano).

Mas eu disse "aparentemente". Garth Ennis não daria um final feliz ao leitor assim de graça. Nas últimas páginas, o grupo se despede emocionado e cada qual volta para o seu tempo. Thor, que fica no presente, sabe que aqueles bravos guerreiros um dia se verão novamente no Valhalla, para onde vão os corajosos guerreiros mortos em batalha. É então que Ennis dá um jeitinho de presenteá-los ao pé da letra dessa regra, mostrando que, cada qual em seu tempo, teve uma morte horrível em batalha. Decapitados. Empalados. Explodidos. Mas, enfim, todos mortos em batalha... e se encontrando felizes (e mortos) no paraíso dos guerreiros conhecido como Valhalla.

Doa a quem doer.
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domingo, 1 de novembro de 2009

THOR - Parte 132

- Thor 66 e 67 (Setembro e Outubro de 2003)

Histórias:

* "Cometh the End" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Tom Mandrake

* "The Gates of Hell" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Max Fiumara

A Queda de Asgard (literalmente falando...)

O fim da saga Espiral. Dan Jurgens decide dar um ponto final na enrolação e colocar um ponto final na saga que mostra um Thor fora de controle. Não que essa fase não tenha rendido contos interessantes e temáticas idem. Mas, verdade seja dita, a coisa vinha se esticando por tempo mais que suficiente. E apesar de haverem vários contos isolados mostrando os bastidores das histórias, o fato de desenhistas diversos estarem se revezando incomodava um pouco, talvez pelo fato de cada um deles ter um estilo muito diferenciado. Antigamente, a troca constante de desenhistas sinalizava que a revista não ia muito bem e não se decidia por uma arte "oficial" do título. No entanto, neste caso a troca funcionou e tornou a experiência até mais curiosa. O senão fica por conta da arte de Max Fiumara, no final, que, apesar de ter lá sua competência para um título que não fosse de super-herói (apesar de Thor quase ter se tornado isso), tira um pouco do impacto necessário para o desfecho. Nas mãos de um Joe Bennett, por exemplo, talvez a coisa tivesse tomado proporções ainda mais marcantes.

Uma espécie de conselho mundial (algo como um "governo das sombras"), decide a investida final contra Thor e os asgardianos. Em uma ilha isolada, usada para testes nucleares no passado, novamente vemos um encontro entre o deus do trovão e o representante do Vaticano (se é que, na altura do campeonato, ele fosse realmente do Vaticano...). Ainda tentando dialogar com Thor, justificando as ações do deus do trovão perante os dogmas da religião, o que só complicou com a desastrosa experiência de trazer uma garota de volta a vida. Como a conversa não dá melhores resultados, o padre decide por uma solução inusitada. Além de, para surpresa de Thor, trazer a garota "sem alma" com ele, aciona um dispositivo que detona uma ogiva nuclear na ilha, sacrificando-se e, aparentemente, destruindo o deus do trovão.

Enquanto isso, em Asgard, um poderosos exército, armado com teletransportadores, armas e bombas com a tecnologia latveriana, invade a cidade e começa a massacrar todos os asgardianos. É claro que não são páreos para os "deuses" de Asgard, mas conseguem causar danos mais do que o suficiente. É bom frisar que, apesar da tecnologia utilizada pertencer a Latvéria, terra do Doutor Destino, o vilão não está diretamente ligado a esse ataque. Ele pode, sim, ter muito interesse no assunto, uma vez que Thor praticamente está dominando um mundo que Destino tenciona um dia conquistar. Mas o estrago que ele "financia" tem muito mais efeito.

Devido aos ataques e as bombas estrategicamente instaladas, o impensável acontece. Asgard é detonada e seus destroços começam a cair do céu, fazendo com que a cidade dourada litaralmente desabe sobre Nova Iorque. Apesar do resultado catastrófico se mostrar um tanto óbvio, o texto lança a dúvida se esse não foi um erro não previsto pelos organizadores do ataque. Nesse ponto, há uma discreta crítica de Jurgens a política mundial, algo como questionar se o próprio governo americano não teria sua parcela de culpa em atos terroristas acontecidos em seu próprio solo.

Thor sobrevive a explosão nuclear, elimina o conselho que arquitetou o ataque, mas chega a Nova Iorque tarde demais, vendo Asgard destruída. O paramédico Jake Olson, que já dividiu a identidade com Thor no passado, vendo a fúria descontrolada do deus do trovão, decide tomar o martelo encantado e tentar detê-lo. Thor, em sua fúria, acaba matando Jake a sangue frio. Porém, este ato impensado tem um resultado que mudará o futuro do personagem. Ao tentar pegar seu martelo caído ao lado do corpo de Jake... Thor não consegue levantá-lo. O motivo: a inscrição da arma que diz que só AQUELE QUE É DIGNO é capaz de erguer o martelo e possuir o poder de Thor. E, apesar de possuir a Força Odin, Thor perdeu essa dignidade e não mais consegue levantá-lo.

No final, aparentemente o deus do trovão, mais furioso ainda, destrói o resto da cidade... ou os escombros do que ainda restam dela.

Continua?
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sábado, 31 de outubro de 2009

THOR - Parte 131

- Thor 65 (Agosto de 2003)

Histórias:

* "Frenzy" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Ben Lai e Ray Lai

O poder da vida?

Odin era todo-poderoso. Ele morreu. Agora Thor é todo-poderoso. Mas... como definir o termo "todo poderoso"? O quanto do "todo" Thor é "poderoso"? Existe alguma limitação afinal? Ele seria capaz de criar, por exemplo... vida? Essa questão é justamente o limite e o grande problema que Thor encontra nessa nova fase.

Na França, a guerra entre protestantes e thoristas leva ao incêndio das igrejas dos dois lados. Thor e Sif aparecem no local e conseguem acalmar os ânimos. No meio da multidão, uma mãe desesperada aparece com sua filha, morta ao inalar muita fumaça no incêndio das igrejas. Diante de todos, ela implora que Thor a traga de volta a vida. Mesmo contra os alertas de Sif, Thor decide usar seu poder para ressucitar a garota. E o que ele consegue... é trazer vida ao corpo da garota... mas não a alma da mesma. Diante do fracasso de seu deus, até mesmo os thoristas acusam o deus do trovão de fraude. Este é o alto preço da adoração.

Quanto mais determinado, Thor também está ficando mais sozinho. Sif chega a implorar a Thor que cesse suas ações e leve Asgard para longe dos mortais. Ou seja, além de encontrar problemas na Terra, os asgardianos também começam a perder a fé em seu monarca. Mas, o deus do trovão, insiste em sua empreitada.

As coisas não vão terminar bem...
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THOR - Parte 130

- Thor 64 (Julho de 2003)

Histórias:

* "One Night" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Paco Medina

Catolicismo versus Asgardianismo. Segundo Round. ou "Você Acha Que Sou Loki?"

A história isolada em uma cidadezinha pesqueira da edição passada não estava ali por acaso, afinal. Ela só serviu para mostrar uma pequenina parcela do que aconteceria a seguir. E nem mesmo a arte estilizada de Paco Medina foi posta por acaso. Para alguns, o seu traço deixaria a história até mesmo com um visual um tanto infantil, claramente influenciado por mangás (quadrinhos japoneses). Mas essa amenização parece tentar amortecer o verdadeiro barril de pólvora que esse novo mundo de Thor se tornou. Eu disse "tentar"...

E o que Loki... o sumido Loki... teria a ver com tudo isso? As coisas tem caminhado para uma direção tão catastrófica que muitos imaginam que o antigo inimigo de Thor teria a ver algo com isso. Na verdade... não!

Loki sempre foi um vilão peculiar. Diferente dos outros grandes vilões da Marvel, ele não tem exatamente um objetivo em seus atos maldosos. Muitas vezes, é verdade, conseguiu se sentar no trono de Asgard, como prêmio máximo. E, em todas as suas conquistas, logo em seguida sofria uma humilhante derrota e expulsão. Mas a verdade é que nunca deu um passo maior que a perna. Quando isso acontecia, era justamente hora de seus planos darem errado. Mesmo o trono de Asgard representava apenas uma reta final para seus planos. Nunca foi um sonho cobiçado por ele. O que Loki sempre tencionava fazer, realmente, era incomodar. Não importa como.

Nessa nova fase, onde seu até então odiado irmão herdara o citado trono de Asgard, Loki parecia ter perdido seus propósitos de conquista e de vilania. Mas não era bem isso. Pelo contrário. Até apoiava Thor em sua empreitada. Dava a impressão de que as coisas não estavam bem simplesmente porque Loki apoiava. Se alguém tão mal estava gostando da situação, é porque ela não podia ser boa. Mas também não era isso. Essa sua mudança de pensamento apenas prova que não era que ele perdeu seus propósitos. É que Loki nunca teve exatamente um grande propósito. A não ser, é claro e como já citado,o propósito de incomodar.

E nesse clima de guerra santa em que o mundo se meteu graças a influência de Thor, Loki viu o quintal ideal para poder dar um empurrãozinho no caos, satisfazer-se vendo o circo pegar fogo e, melhor de tudo, não ser culpado diretamente pelo que estava acontecendo. Nunca o vilão sequer sonharia em alcançar tal objetivo. Com certeza, se soubesse que esse futuro sombrio fosse possível, aí sim, abraçaria esse propósito como sua conquista máxima. Enfim, essa vitória, ironicamente, foi conseguida sem o menor esforço.

Na cidade dos pescadores, Loki, disfarçado, anda influenciando os dois lados religiosos: o dos thoristas (seguidores do asgardianismo), que se sentem ameaçados por suas novas crenças não serem aceitas, e os católicos, que vêem os thoristas crescerem e se tornarem tão violentos quanto guerreiros vikings (porém, mal treinados). A situação chega ao absurdo quando um padre coloca uma arma de fogo nas mãos de um cidadão e ele dispara contra os thoristas, o que desencadeia uma catastrófica batalha. Isso é só um exemplo do que acontece pelo mundo todo, não só em relação ao catolicismo, mas diante de todas as religiões não-thoristas. Isso tudo fica pior quando o Vaticano tenta convencer Thor do erro de seus atos e ele, mais arrogante e irredutível do que antigamente, não dá ouvidos e expõe seu ponto de vista, acusando a Igreja de nunca ter feito melhoria nenhuma em séculos de história, além de ditar as regras de seus fiéis em seus momentos mais íntimos (Dan Jurgens em fúria!).

Mas... como assim um padre coloca uma arma de fogo nas mãos de alguém?!?!?!?!?!? Pois é... no calor do momento, ninguém percebeu o absurdo. Nem mesmo que o tal padre era Loki disfarçado. Afinal, como dizem, o diabo se esconde atrás da cruz...
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

THOR - Parte 129

- Thor 63 (Julho de 2003)

Histórias:

* "The Follower" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Paco Medina

Catolicismo versus Asgardianismo.

A troca da arte de um título mensal, dependendo do substituto, como já disse antes, pode causar certa estranheza no leitor. A arte de Paco Medina, com certeza, é uma radicalização dessa regra, comparando-a com a arte de Ben e Ray Lai (que conseguem facilmente se adaptar ao título em poucos números). Mas o conto aqui apresentado, meio que a parte dos acontecimentos centrais, dão um tom de diferença e mostram que a arte de Medina destaca bem esse detalhe.

Um pescador, de criação católica (a ponto de sua irmã ser uma dedicada freira) tem sua fé abalada quando uma crise financeira bate a sua porta. Os mares não estão mais tendo a produção necessária de pesca e seu sustento está ameaçado. As contas começam a se acumular e ele nem mesmo consegue um empréstimo, uma vez que os bancos já sabem que os pescadores estão quebrados e poderão não quitar com seus compromissos. Nesse cenário,o pescador também vê o crescimento do asgardianismo, a nova religião que adora os deuses asgardianos e tem Thor como senhor supremo, levando inclusive amigos seus para a nova crença.

Suas preces, diante da urgência da situação, parecem que nunca são atendidas. Sua desesperada saída é levar sua embarcação em meio ao mar bravio, na esperança de que o seguro de vida possa suprir as necessidades de sua família. E justo nessa tentativa, Thor aparece e é responsável por um milagre: uma tempestade que é capaz de trazer a pesca novamente.

Diante do acontecimento, o pescador se pergunta sobre suas crenças, se elas talvez não estivessem erradas. Salvo pela grande carga de pesca trazida pela tempestade, ele se aproxima cada vez mais do asgardianismo.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

THOR - Parte 128

- Thor 62 (Junho de 2003)

Histórias:

* "Flames of Passion" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Ben Lai e Ray Lai

As repercussões negativas.

O clima na Terra começa a tomar uma forma perigosa diante da influência dos asgardianos, de forma que as coisas começam a sair do controle até mesmo do todo poderoso Thor.

Duas situações demonstram bem a desordem que está se formando: professores de uma escola decidem exigir a quinta feira como dia de descanso, da mesma forma como o domingo é para os cristãos. Explicando: a quinta feira era considerada o dia de Thor pelos povos pagãos, que ofereciam este dia da semana ao deus do trovão (em inglês, por exemplo, quinta feira é 'thursday", literalmente "dia de Thor"). A diretoria da escola não aceita uma decisão baseada especificamente na nova religião e os professores são demitidos. Estes, por sua vez, informam o motivo do desligamento aos alunos, que em sua maioria são adeptos a religião asgardiana, e começam uma revolta no local. E um polêmico radialista transmite em seu programa matinal seus pensamentos a respeito da má influência dos deuses asgardianos, incitando o povo a se rebelar e tomar conta de suas próprias vidas, antes que os deuses os domestiquem. Porém, um adepto dos asgardianos, não contente com a heresia transmitida via rádio, decide acabar com vida do apresentador.

Mesmo assim, estas duas situações extremas servem apenas de pano de fundo para que uma repórter se infiltre em Asgard para conseguir imagens exclusivas. No entanto, ela esbarra em uma espécie de poção da sabedoria e decide bebê-la para adquirir conhecimento. Acontece que a tal poção é tão concentrada que a jovem acaba entrando em colapso e morre. Thor percebe que, assim como a repórter, aquele é o jeito impulsivo, imprevisível e, de certa forma, mesquinho de agir dos mortais.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

THOR - Parte 127

- Thor 61 (Maio de 2003)

Histórias:

* "Sons of the Father" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Ben Lai e Ray Lai

A última tentativa de Jake Olson.

A arte dos irmãos Ben e Ray Lai causam uma certa estranheza no primeiro impacto. Talvez pelo fato do leitor esperar mais da arte do brasileiro Joe Bennett (Bené Nascimento), que vem fazendo um ótimo trabalho na revista do Thor. Mas é algo passageiro, já que a arte casa exatamente como o clima quem vem sendo criado pelo escritor Dan Jurgens, além de ter um certo detalhismo necessário para o visual asgardiano.

Thor passa por um teste diante do Conselho de Elite, um grupo formado por divindades de outras crenças e ao qual seu pai, Odin, pertencia. Apesar dos testes focarem mais a sabedoria do que a força, Thor falha ao ajudar uma raça alienígena faminta e empobrecida. O problema é que Thor cria, do nada, comida o suficiente para alimentar aquele povo. Dessa forma, os alienígenas começam a adorá-lo cegamente como salvador, incitando, inclusive, sacrifícios em seu nome. Segundo o Conselho de Elite, Thor falhou em dar-lhes o que queriam, simplesmente com um gesto. Ao invés disso, deveria ter concedido condições para que produzissem seu próprio alimento, deixando assim que eles ficassem agradecidos por uma chance de recomeçar ao invés de dar-lhes a certeza de que, por piores que estivessem, algum deus surgiria para salvá-los. Thor, no entanto, faz pouco caso de sua aprovação no Conselho.

Ironicamente, Jake também é levado ao conselho municipal e suspenso de suas atividades pelo fato de ter feito a amputação da perna de uma garoto, preso nas ferragens de um acidente, sem autorização da religiosa mãe (que acreditava na intervenção asgardiana para ajudar seu filho). A decisão de seus superiores, dessa forma, foi meramente política, uma vez que o salvamento teve certa repercussão e poderia trazer uma recepção negativa de um povo cada vez mais adepto a religião que adora os deuses asgardianos. Jake faz uma questão que resume bem a situação em que o mundo se encontra: se Thor está melhorando tantas coisas, por que ele agora está desempregado?

Com a ajuda de Tarene, a jovem deusa que estava passando pelo vexame de ser protegida pelo atrapalhado Volstagg, Jake vai até Asgard e tenta convencer Thor de reavaliar suas ações. O deus do trovão, no entanto, se mostra ofendido com o fato de Jake citar que também se considerava filho de Odin, já que dividiam o mesmo corpo no passado. Para se ter uma idéia do desprezo de Thor, ele chega a citar que Jake é uma espécie de memória que já deveria ter sido apagada.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

THOR - Parte 126

- Thor 60 (Abril de 2003)

Histórias:

* "Discovery" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Joe Bennett

A aparição de Odin.

Enquanto as últimas histórias davam apenas idéia de que um clima sombrio se abatia sobre Thor, a partir de agora as coisas realmente começam a dar errado e ficar mais graves. A essa nova fase foi dada o nome de Espiral e se inicia nessa edição.

Em Asgard, Thor é chamado por uma voz misteriosa que ele descobre ser de ninguém menos que... Odin!!! Porém, diferente do que o herói imagina (ou os leitores já esperavam), dessa vez o todo poderoso ainda não está exatamente de volta. Aparentemente trata-se de uma visão de Thor, apesar desse Odin imaginário tentar lhe mostrar a verdadeira sabedoria por trás da Força Odin que Thor herdou. O que a aparição questiona ao deus do trovão é que, agora que ele tudo pode fazer, o que realmente quer fazer? O que poderia realizar alguém com poder ilimitado, de forma que lhe trouxesse felicidade? Porém, Thor parece não compreender as enigmáticas palavras da aparição... a ponto de se questionar se aquela seria mesmo uma visão de seu pai.

Na Terra, o paramédico Jake Olson é uma das primeiras vítimas da influência de Asgard sobre a Terra. Deparando-se com uma situação de risco, onde um garoto precisa ter a perna amputada para ser retirado das ferragens de um acidente, Jake acaba entrando em conflito com as regras, já que a mãe do garoto, que tem plena fé de que Thor irá aparecer e resolver a situação, não autoriza a amputação. Jake, que já dividiu o mesmo corpo com Thor e, portanto, sabe mais sobre o deus do trovão do que a nova religião da mãe do garoto permite, decide amputar a perna e salvá-lo mesmo assim. Após a operação e retirada da vítima das ferragens, o paramédico tem o azar de ver a chegada da deusa asgardiana Sif, que leva o garoto e a perna amputada para Asgard, para que essa seja reimplantada. Ou seja, por melhores que fossem as intenções de Jake, a fé da mulher realmente foi recompensada e ela foi atendida pelos deuses de sua nova religião.

Enquanto Jake toma conhecimento das consequências da influência de Thor sobre o mundo, através das últimas gravações do mutante que tentou sabotar as ações dos asgardiandos, o deus do trovão já começa a sonhar mais alto. Ele já aproximou Asgard da Terra. Está na hora de unir definitivamente os dois mundos.
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domingo, 25 de outubro de 2009

THOR - Parte 125

- Thor 59 (Abril de 2003)

Histórias:

* "The Substance of Things Hoped For" - Escrita por Christopher Priest e desenhada por Trent Kaniuga

Christopher Priest.

O "padre Christopher", anteriormente conhecido como Jim Owsley, ou o escritor que hoje é conhecido como Christopher Priest (que nunca foi padre, sendo apenas uma brincadeira quando mudou seu nome artístico) traz não exatamente um conto de Thor, mas um conto SOBRE Thor. Acompanhado da arte caricata do desenhista Trent Kaniuga, a história tem um clima que mistura conto infantil e ficção científica futurista. Esse também é um conto a parte dos últimos acontecimentos. Não se trata do futuro sombrio que vem sendo construído nas últimas histórias.

No ano de 2026, sabe-se que a última vez em que Thor foi visto, estava batalhando contra demônios no Ragnarok (o fim do mundo para os deuses nórdicos). No meio da batalha, o herói perde seu martelo e, valendo a regra dos sessenta segundos longe dele (algo quem nem mesmo era utilizado nas últimas histórias), deve ter voltado a uma forma mortal e desaparecido.

Um carteiro aposentado afirma ser o deus do trovão preso na forma mortal. Um jovem delinquente chamado D.J., que testemunha o surto do carteiro, acidentalmente encontra algo que parece ser o martelo encantado, jogado nos túneis do metrô. Ao tentar removê-lo, percebe que não consegue tirar a arma do lugar, o que comprova que só quem é digno (Thor) seria capaz de movê-lo. Acreditando que realmente se trata da mítica arma, D.J. procura o carteiro para informar sobre sua descoberta. Coincidentemente, os dois são perseguidos por um policial, que o carteiro afirma ser Loki disfarçado.

Nos túneis do metrô, a dupla é cercada pelos policiais. Em um impasse, D.J. corre perigo ao ver um dos trens se aproximar. Milagrosamente, o carteiro consegue retirar o martelo do local e atirá-lo de forma a deter a máquina. O martelo volta a ficar imóvel, preso em uma das paredes.

Apesar das evidências, tudo é explicado como um mal-entendido. O policial não é Loki disfarçado, o carteiro realmente sofre de surtos afirmando que é Thor e o martelo não passa de um brinquedo que emula o de Thor. Mesmo com toda a situação explicada, a fé de D.J. está abalada e ele decide ficar próximo ao martelo... como se fosse um guardião a espera da volta de Thor.
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sábado, 24 de outubro de 2009

THOR - Parte 124

- Thor 58; Iron Man 64; Avengers 63 (Março de 2003)

Histórias:

* "Standoff" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Alan Davis

* "Standoff Part 2" - Escrita por Mike Grell e desenhada por Alan Davis

* "Standoff Part 3" - Escrita por Geoff Johns e desenhada por Alan Davis

Sem Saída.

O grupo de super-heróis Vingadores já contou com vários personagens em suas fileiras. Mas três deles se tornaram uma espécie de símbolo do grupo: Thor, Homem de Ferro e Capitão América. É como se o trio fosse o conselho admnistrativo da equipe. Consequentemente, a amizade entre eles era mais fortificada, como se fossem três irmãos que comandavam os novatos.

Desde que Thor começou a influenciar nos rumos políticos da Terra, não se via outros personagens do Universo Marvel reagindo a isso. As histórias davam até a impressão de ser algo a parte da Marvel ou mesmo uma realidade alternativa. Mas essa impressão ficou pra trás com o arco "Sem Saída", publicado nas revistas do Thor, Homem de Ferro e Vingadores. Nesse arco, vemos como as ações desse "novo" Thor são vistas por seus companheiros.

Apesar de cada uma das partes ser escrita por seu respectivo escritor responsável em cada título, a arte fica por conta do desenhista Alan Davis, que mantém o clima tenso do começo ao fim.

Thor atende as súplicas do povo de um pequeno país europeu chamado Slokóvia, que é oprimido por um governo ditatorial. Acontece que Slokóvia é vizinho a Latvéria, terra do vilão Doutor Destino. Destino, por sua vez, não incomoda Slokóvia e suas crueldades para que o país sirva de uma espécie de anteparo político para seu governo, que também é ditatorial, porém mais controlado. Para que não haja um incidente internacional envolvendo Destino, o governo americano decide enviar um representante capaz de conversar ou deter Thor: o Homem de Ferro.

Relutante, o Homem de Ferro aceita a missão e tentar convencer Thor pacificamente. Em vão. Thor está convencido em usar a força para derrubar o genocídio do povo da Slokóvia. Resta ao Homem de Ferro utilizar um presente do próprio Thor, uma jóia energizadora utilizada para alimentar as usinas de força, para alimentar uma nova e poderosa armadura (curiosidade: o visual dessa armadura "anti-Thor" é parecido com a armadura asgardiana conhecida como Destruidor).

A batalha inevitável entre Thor e o Homem de Ferro quase destrói tudo a volta e é necessário a intervenção do Capitão América para impedir que os exércitos se metam na batalha, piorando a situação, e ainda deter seus dois colegas. Aqui fica explícito a capacidade do Capitão em comandar, sendo que sua presença é capaz de deter exércitos.

Apesar do Capitão ter conseguido um pouco de atenção dos dois amigos vingadores, Doutor Destino comanda a distância uma das armas do exército da Slokóvia (armas que ele fornecia) e dispara covardemente nas costas do já enfurecido Thor. Obviamente o deus do trovão desconta sua ira em todos os presentes e só se detém quando percebe que quase mata o Capitão América.

Thor se afasta e o Homem de Ferro, através de um vírus implantado nos computadores da Latvéria, consegue fazer com que Destino se responsabilize pelos rumos da Slokóvia. A maior baixa dessa verdadeira guerra, no entanto, é a amizade entre os três vingadores, sendo que Thor não mais se considera um integrante do grupo.
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THOR - Parte 123

- Thor 57 (Fevereiro de 2003)

Histórias:

* "The Gardener" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Kaare Andrews, Brian Haberlin, Kyle Hotz, Phil Jimenez, Dave Johnson, Michael Kaluta, John Paul Leon, Joe Bennett, Carlos Pacheco, P. Craig Russell, Bill Sienkiewicz e Philip Tan.

Um Conto de Thor.

Para um feito incrível de demonstração da Força Odin, poder que Thor herdou de seu pai, essa história conta com colaboração de diversos desenhistas no mais variados estilos.

Volstagg conta para seus filhos e sobrinhos, um conto sobre como Lorde Thor reconstruiu a Lua. Um invasor alienígena gigantesco, apelidado de O Jardineiro (seu cajado de energia perfurava o solo como se analisando terra fértil) constrói seu maquinário na lua terrestre e a emissão de energia destrói o satélite. Isso tem consequências mais do que catastróficas para a Terra já que o planeta depende da Lua para manter as condições de vida hoje existentes.

Até a destruição da Lua, Thor enfrenta o Jardineiro em uma batalha que parece não evoluir, já que a criatura (que não se sabe se é viva ou um maquinário) fica inabalável e consegue realizar seu intento. Quando a Lua é destruída, Thor deixa sua parcela "deus do trovão" de lado e emprega a Força Odin que herdou. Arrasta o Jardineiro para o espaço e reconstrói a Lua, pedaço a pedaço (grande, médio, pequeno, microscópico, subatômico) e prende o alienígena no interior dela. De certa forma, uma versão da lenda de Odin prendendo Surtur no interior da Terra. Após tal feito incrível, Thor cai, exausto, e atravessa os telhados de uma casa em Asgard, onde repousa de seus esforços.

Tal conto incrível ganha o desdém até mesmo das crianças asgardianas para quem Volstagg conta. No final, apesar de não desmentir a veracidade desses fatos, ao qual ele mesmo diz que é uma das lendas que cercam Thor, Volstagg abre lentamente a porta de seu quarto... onde Thor repousa de seus esforços.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

THOR - Parte 122

- Thor 56 (Janeiro de 2003)

Histórias:

* "Resistance" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Joe Bennett
Resistência.

Nem tudo são flores no novo reinado de Thor. Apesar de conseguir conceder uma nova forma produção de energia para uma cidade (no lugar da usina atômica usada no local), um garoto mutante, com o poder de envelhecer tudo o que toca, começa a cometer atos de terrorismo e transmitir, via internet, mensagens sobre suas atitudes. Nessas mensagens, incita o povo a questionar as verdadeiras ações de Thor, acusando-o de querer tomar o lugar de Deus na crença dos povos do mundo.

Apesar de capturado pelo Homem-Absorvente (agora um fiel seguidor de Thor), o jovem mutante mostra-se rebelde o suficiente e não poupa esforços para continuar a destruir novas usinas... nem que para isso tenha que usar seu poder para matar asgardianos.

A determinação do mutante chega ao ponto dele usar o poder contra si mesmo, em uma ataque sucida onde tentaria destruir Thor. Apesar do sacrifício, as mensagens que deixou na internet, inclusive transmitindo sua morte, são o suficiente para abalar até mesmo a confiança de Thor, que imagina que a crença na humanidade em seus atos pode estar começando a ficar abalada. Será o começo do fim?
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

THOR - Parte 121

- Thor 55 (Dezembro de 2002)

Histórias:

* "Reason" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Tom Raney

Thor na ONU.

Esta história é narrada por Zarrko, o homem do amanhã, que agora jaz em uma prisão asgardiana e sabe dos eventos que se desenrolam no mundo lá fora (afinal, ele conhece o amanhã). Os desenhos de Tom Raney estão mais estáveis e melhoram a cada aparição. Uma curiosidade quanto a essa arte: em alguns momentos, ela chega a lembrar os detalhes da arte de outro desenhista, Pat Broderick, que fazia a arte dos herós Marvel nas décadas de 70 e 80.

Qual o papel de um super-herói? Ajudar os fracos e oprimidos? Salvar o mundo? Para Thor, que tem o poder de um deus, e agora também tem a Terra como parte de seu reino, esses são problemas que devem ser resolvidos de imediato. E poder suficiente pra isso ele tem. Mas, qual o verdadeiro impacto sobre o mundo se os seus principais problemas fossem resolvidos? Leve-se em conta que os problemas de uns podem ser a única solução de outros.

Uma reunião com os principais representantes das nações da Terra, na ONU, explana bem o que isso significa. O impacto político é imenso, uma vez que ajudando a solucionar problemas, Thor mostra que os governos eram ineficientes e não merecem a confiança do povo. É bem verdade que, ao distribuir melhor a renda entre os famintos, a minoria que enriquecia sobre o trabalho deles acaba ficando menos rica. Mas até que ponto a humanidade merece ser beneficiada sem esforço? Isso não só muda a forma como se vê a política, mas também a própria fé, para não dizer a cultura.

Em meio a reunião, Thor recebe a visita do vilão Homem-Absorvente. Vilão? Talvez não. Vendo o que Thor tem realizado pelo mundo e ainda agradecido pelo herói ter auxiliado a curar a doença de sua esposa, Titânia, o Homem-Absorvente está decidido a ajudar o deus do trovão nessa nova empreitada.
E... onde estaria o vilanesco Loki? Por que ele não está agindo contra as novas conquistas de seu odiado irmão? Na verdade, Loki observa a tudo e segue Thor como um verdadeiro súdido. Prova de que alguma coisa está errada a ponto do vilão se sentir feliz com os atuais acontecimentos. O que só comprova o clima sombrio previsto por Zarrko.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

THOR - Parte 120

- Thor 54 (Novembro de 2002)

Histórias:

* "To Reach Eternity" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Joe Bennett

A Igreja de Asgard.

A influência de Asgard sobre a Terra começa a ficar mais evidente e apresentar repercussões, principalmente no que se refere a religião dos mortais. Afinal de contas, Thor e os asgardianos são chamados de deuses e a grande diferença com as demais crenças é que eles estão presentes... e agindo de forma mais ativa e direta do que qualquer tipo de milagre que poderia ser atribuído.

Essa história é vista do ponto de vista de três pessoas comuns: um motorista de ônibus que vê um assalto a seu veículo ser agressivamente impedido por Balder e Hogum; uma ativista de uma ong falida, responsável em angariar fundos para dar abrigo a refugiados de países assolados por ditadores, que recebe a ajuda do próprio Thor (que diz ter derrubado os governos ditatorias que oprimiam a população - atitude um tanto radical, que nem mesmo a ativista sabe se concorda); e uma freira que vê sua fé desabar dia a dia, em um ala feita para crianças em estado terminal, que recebe a ajuda de Sif quando esta leva remédios asgardianos capazes de curar qualquer doença mortal.

Todos os três personagens, com suas crenças abaladas, esbarram com o surgimento de uma igreja feita para pessoas como eles, que agora acreditam que os asgardianos realmente merecem ser adorados como deuses, pois estão literalmente mais presentes em suas vidas. É o nascimento da Igreja de Asgard.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

THOR - Parte 119

- Thor 53 (Outubro de 2002)

Histórias:

* "100 Days" - Escrita por Dan Jurgens e desenhada por Joe Bennett

A Queda de Perrikus. A Prisão de Zarrko.

Dan Jurgens começa a adotar uma forma de contar essa nova fase de Thor que pode causar certa confusão no início. Afinal, passaram-se cem dias desde que Thor levou Asgard para Nova Iorque. Mas... o que aconteceu durante esses cem dias? Houve ofensiva de outros heróis e vilões? O que Thor realizou na Terra? Quais as influências que trouxe para o cotidiano dos mortais?

O salto na cronologia não é uma falha, mas uma estilização na forma de se contar a história. Propositalmente, o leitor vai se surpreendendo com detalhes que vão surgindo e que ficaram escondidos nos cem dias que não foram mostrados. Esse exercício faz com que o próprio leitor participe do conto, imaginando acontecimentos que servem de ponte entre o passado e o presente.
Perrikus, dos Deuses Sombrios, já foi capaz de dominar Asgard liderando seu grupo. E é justamente ele a arma secreta de Zarrko (único a saber detalhes sobre o futuro sombrio de Thor) para deter a influência dos asgardianos.

Mas Thor já está muito mudado. Selvagem, acaba decepando o braço de Perrikus e fazendo com que este entregue os planos de Zarrko, que acaba sendo preso pelo herói. O machado utilizado por Thor para ferir o inimigo, provavelmente pertencente a Desak, parece querer dominá-lo e levá-lo mais ainda para o "lado negro". A história desse machado e sua influência é um dos detalhes a servirem de peça do quebra cabeças que preenche o espaço de cem dias criado por Jurgens.
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domingo, 18 de outubro de 2009

THOR - Parte 118

- Thor 52 (Outubro de 2002)

Histórias:

* "Realization" - Escrita e desenhada por Dan Jurgens

A origem de Thialfi. Arte de Dan Jurgens.

Desde a nova fase de Thor, um novo personagem asgardiano surgiu do nada mas mostrou sua importância dentro do elenco coadjuvante. Mais que isso, a confiança que Thor lhe deposita chega a ser maior que a com seus companheiros de mais longa data, como Balder e Sif. Enfim... quem é esse tal de Thialfi?

Nessa história fechada, Dan Jurgens (que, além de escrever, decidiu desenhar como nos bons e velhos tempos) conta sobre a origem do personagem que introduziu, em um belo conto do passado de Thor e que esbarra no delicado tema das religiões e adoração a divindades.

Os vikings, adoradores dos deuses de Asgard, também eram conhecidos pela sua ferocidade. Thor, ainda jovem, aparece para os guerreiros após estes finalizarem uma batalha em uma aldeia. Mesmo diante dos pasmados vikings, uma das moradoras da aldeia recém massacrada mostra seu desprezo para Thor, por ser uma divindade de assassinos de inocentes. Intrigado, Thor decide visitar o campo de batalha para verificar sobre o que a mulher fala. Nem é preciso ir tão longe. Assim que vira as costas, a mulher é atacada por um viking, acusada de blasfêmia. Thor fica horrorizado e, carregando o corpo da mulher, vai até o local do massacre onde realmente encontra corpos de homens desarmados, mulheres e crianças.

Confuso, Thor indaga ao seu pai, Odin, o porque daquele insensato ataque em nome dos deuses asgardianos. Odin compreende a revolta de Thor, mas prefere se ausentar daqueles assuntos terrenos, justificando-se que é melhor para a humanidade tentar evoluir consertando seus erros por si mesmos.

Insafisfeito com a frieza de seu pai, Thor exige algum tipo de reparação naquele absurdo. Odin escolhe o filho da mulher morta e lhe dá poderes especiais, responsabilizando Thor em lhe dar um lar asgardiano. O garoto era Thialfi.

A história mostra Thor visitando o mesmo vale do massacre e responde uma pergunta interessante. Se os asgardianos eram deuses antigos, por que foram esquecidos no mundo moderno? Uma das explicações é justamente o afastasmento de Thor após o triste evento. Afastamento que durou tanto tempo, que a própria humanidade esqueceu-se dos deuses que adorava e esses, por sua vez, perderam a fé nos próprios homens a quem serviam de inspiração.
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